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Onde viajar em Minas Gerais? Veja 4 destinos imperdíveis

Já que Minas não tem mar...vamos conhecer conhecer arte, cultura e história! Visitar Minas Gerais é sair com uma riqueza de “causos” do passado e pensar sobre o presente. Tudo isso à beira de um fogão à lenha com cafézin quente e pondiqueijo.

 


 

1. Cidades históricas em Minas Gerais

 

O primeiro passeio que vem à mente quando falamos de Minas Gerais são as cidades históricas. O estado foi importante pólo econômico e de desenvolvimento no Brasil Colonial graças à mineração. Foi daí, também, que vieram as riquezas para a construção das famosas igrejas de Minas e o florescimento do movimento cultural Barroco com as esculturas de Aleijadinho.

 

Visitar as igrejas históricas de Minas Gerais é um passeio para os crentes e os incrédulos.

 

 

As construções trazem muitas curiosidades, por exemplo, era comum na época que nos assoalhos e na região detrás das igrejas fosse um espaço para sepultamentos. O problema é que este hábito tornou o entorno dos templos uma zona perigosa para doenças. Diante da necessidade de regulamentações, a partir do séc. XVIII, uma lei inglesa determina que os enterros ocorram ao ar livre e distante das habitações.

 

Outro fato interessante sobre as igrejas coloniais é a quantidade de ouro. Algumas chegam a ter mais de 400 quilos de ouro e 400 quilos de prata compondo a decoração.

 

Em Sabará (cidade que você pode visitar neste passeio) há outra curiosidade. A Igreja do Ó surpreende os turistas mais atentos. Entre as pinturas na parede, há figuras bíblicas com os olhos puxados, remetendo à ascendência chinesa.

 

2. Não só de passado vive Minas Gerais

 

O segundo estado mais populoso do Brasil também foi palco das propostas da Modernidade nos anos de 1940. O arquiteto Oscar Niemeyer deixou, pela capital Belo Horizonte, os seus traços tortuosos do movimento que propunha integração entre a arquitetura, as artes plásticas e o paisagismo.

 

A Lagoa da Pampulha é um desses espaços de lazer. Por lá, nada é por acaso. Os edifícios foram projetados para que completassem a moldura natural das árvores. Contribuíram para o projeto o pintor Cândido Portinari com afrescos e azulejos e o paisagista Burle Marx com belíssimos jardins. Na época, Juscelino Kubitschek era prefeito de Bela Horizonte.

 

 

Dizia Oscar Niemeyer: “Não é o ângulo reto que me atrai, nem a curva reta, dura, inflexível criada pelo homem, o que me atrai é a curva livre e sensual que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos rios, das ondas do mar, no corpo da mulher preferida, de curvas é feito todo o Universo, o Universo curvo de Einstein”. Inspirador, não?

 

3. Inhotim: O maior centro de arte ao ar livre da América Latina

 

Localizado no Instituto Inhotim, na cidade de Brumadinho, o museu a céu aberto foi inaugurado em 2006 e reúne um dos mais relevantes acervos de arte contemporânea do mundo e uma coleção botânica que reúne espécies raras e de todos os continentes. O destaque do museu não para por aí.

 

Segundo o Instituto, os acervos são mobilizados para o desenvolvimento de atividades educativas e sociais para públicos de faixas etárias distintas e os responsáveis tem construído ainda diversas áreas de interlocução com a comunidade de seu entorno. Com atuação multidisciplinar, o Inhotim se consolida, a cada dia, como um agente propulsor do desenvolvimento humano sustentável.

 

 

O que tem para fazer em Inhotim? Por esse tour virtual você pode começar a conhecer Inhotim e ficar com um gostinho de quero mais para a nossa viagem. Primeiro, no caminho entre as 20 galerias de arte, tem uma área verde com flores, árvores e lagos distribuídos em uma área de mais 20 km².

 

As galerias abrangem arte contemporânea, arte representativa brasileira, esculturas, metal, aço, arte conceitual, madeira, papel, fotografia, vidro, tinta a óleo, bronze, concreto, plástico, alumínio, cobre, tinta acrílica...ufa! e ainda muito mais. Além disso, tem galerias destinadas a grandes artistas brasileiros como Chris Burden, Jorge Macchi, Adriana Varejão, Cildo Meireles e Tunga.

 

A experiência única de estar mais próximo às obras, imerso à natureza, traz ao visitante uma bagagem transformadora de encher os olhos (e a cabeça e o coração)!

 

4. Belezas naturais

 

Além da história e da arte, Minas Gerais ainda conta com uma natureza exuberante. Uma das cidades em que é possível prestigiar tanto uma coisa quanto a outra é Diamantina. Localizada a 259 quilômetros da capital Belo Horizonte, desde 1999 o município é considerado "patrimônio da humanidade" pela ONU.

 

Entre as construções da época colonial e os típicos morros de Minas, caem quedas d’água formando cachoeiras para mergulho e contemplação. Diamantina integra o circuito da Estrada Real mantendo a natureza nativa e garimpos que, após 300 anos de história, ainda hoje funcionam.

 

 

Os ares de Diamantina ficam mais animados na época das Vesperatas, evento cultural de tradição na região. Os casarões são tomados por diversos grupos musicais que se apresentam nas sacadas para o público disposto na praça da cidade. Ainda por lá é possível participar de um sarau interativo organizado dentro da Igreja de São Francisco de Assis.

 

E sabe a melhor parte? Você pode conhecer esses quatro lugares incríveis com a gente, sem se preocupar com a viagem. Saiba mais por aqui e aqui!