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Fernando de Noronha - De Presídio à Paraíso

A Freeway conta para você como fez parte da história do turismo em Noronha!

 

Quem visita o arquipélago brasileiro paradisíaco pode perceber toda uma estrutura para receber turistas e manter o ambiente preservado.

Mas Fernando de Noronha já foi bem diferente, um lugar temido e desmatado. Abrigou por mais de dois séculos um presídio.

O paraíso brasileiro já foi chamado, inclusive, de “depósito de desvairados”.

 

 

História

 

As 21 ilhas foram  provavelmente descobertas após 1500, considera-se 10 de agosto de 1503 como a data oficial.

O navegador Américo Vespúcio, comandava uma das embarcações da expedição que avistou as ilhas, que tornaram-se Capitania Hereditária do fidalgo português Fernão de Loronha, quem financiava a missão.

Sim, o nome Fernando de Noronha vem dessa origem, mesmo a família de Loronha nunca ter realmente pisado em nenhuma das ilhas.

O arquipélogo recebeu ainda invasões inglesas, francesas e holandesas durante o período de domínio da coroa portuguesa.

 

 

Presídio

 

Ao final do século XVII, foi construída uma prisão em Fernando de Noronha, na época já posse do estado de Pernambuco.

A grande barreira de isolamento era o mar. Mediante a algumas regras, os detentos circulavam livremente pela ilha e dormiam em alojamentos.

Apesar da vida saudável e um belíssimo lugar para se estar preso, a presença de muitos insetos, animais e o isolamento do resto do mundo incomodavam os detentos.

A independência do Brasil mesmo, só foi noticiada em Noronha um ano depois de ter ocorrido nas margens do Ipiranga.

Houveram poucas tentativas de fuga com embarcações precárias de madeira. Mas por esse motivo, todas as árvores da ilha foram derrubadas como precaução.

Durante o Estado Novo, o presidente Getúlio Vargas também ordenou que a ilha-presídio receberia presos políticos.

Comunistas importantes viveram no lugar, como Gregório Bezerra e Calos Marighella.

Nessa época havia o alojamento central da Vila dos Remédios para os comunistas, a horta dos Três Paus para os integralistas e ainda um terceiro alojamento para os presos comuns, em Quixaba.

 

O presídio teve seu fim decretado durante a Segunda Guerra Mundial, em 1942. A necessidade da ilha tornar-se ponto estratégico de defesa nacional, transferiu os presos para Ilha Grande.

Foi o fim do longo período de prisão do arquipélago. As ruínas e histórias podem ser conhecidas pelos turistas.

Parte dos moradores da ilha são descendentes de presos, mas preferem não recordar este passado.

 

Paraíso

 

A beleza de Fernando de Noronha é inegável. Esculpido através de uma cratera vulcânica, a formação rochosa atravessou milhões de anos de erupções.

O clima é bem tropical, com temperatura média de 26º durante o ano todo. A corrente Sul Equatorial, empurra para a região uma água bem quente.

O mergulho é possível sem roupa especial em profundidades de 40 metros. A visibilidade da água ultrapassa essa marca, inclusive.

Piscinas naturais, águas cristalinas e com temperaturas deliciosas fazem de Noronha um verdadeiro paraíso. A fauna é bem rica, com peixes, tartarugas, tubarões e golfinhos.

O destino também é muito procurado para o surf, sendo considerado muitas vezes como o Hawaii brasileiro.

Após os anos sombrios de prisão e desmatamento, Fernando de Noronha é hoje protegido como um Parque Nacional para a preservação de espécies endêmicas.

Também foi declarado Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO em 2001.

 

 

Turismo

 

O turismo em Noronha cresceu junto com a Freeway.

Foi na década de 80 que começamos a operar Noronha. Nossa primeira viagem foi com dois aviões fretados, com capacidade para 13 pessoas.

Para ir para Noronha era preciso elaborar toda a estrutura .Planejávamos a alimentação, passeios e caminhadas ainda em São Paulo. Inclusive levávamos o guia para a viagem. 

Na época só havia uma pousada na ilha com apenas um banheiro para receber os visitantes. A Freeway construiu então, um segundo banheiro para receber melhor os turistas. Assim passamos um réveillon com banheiro masculino e feminino.

Na época o número de visitantes era pequeno e o acesso à ilha era difícil. Não havia estrutura nenhuma de alimentação. Os mantimentos eram levados de barco, saindo de Recife. Organizávamos almoços na casa de moradores locais.

Passávamos o Reveillon na Igreja, que era a estrutura que tinha para festejar. Fora isso, as outras construções, como o único hotel, eram restritos para o uso militar.

A Freeway sempre organizou viagens para receber turistas com conforto, sem perder o contato com a natureza e a experiência cultural do ambiente.

Hoje, a ilha é bem desenvolvida e recebe muitos visitantes, apesar do número de pessoas permitidas no local ser limitado.

As pousadas são construídas com a parceria entre moradores locais e investidores externos. E há diversos tipos de acomodações, desde hotéis luxuosos, até dormitórios domiciliares.

Noronha alia muita história, belezas naturais e até opções de entretenimento noturno. Um destino perfeito que todo brasileiro deveria ter a oportunidade de conhecer.

A Freeway tem satisfação de ser pioneira no turismo em Noronha e ter levado diversas pessoas durante décadas para desfrutar desse paraíso.

Que tal fugir do frio e curtir um paraíso tropical nas férias de julho? Serão 8 dias para você aproveitar o melhor do arquipélago, com embarque no dia 20.

Viaje com quem conhece Noronha, viaje com a Freeway!