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Indochina: O que você precisa conhecer no belíssimo Sudeste Asiático

A Indochina é uma importante região entre duas grandes culturas asiáticas: a indiana e a chinesa. É composta pelos países do Vietnã, Laos, Camboja, e, dependendo do critério, pela Tailândia e Myanmar.

A região reserva muita espiritualidade nos templos budistas, belezas naturais em seu litoral e pelos lagos e bosques e uma cultura que valoriza os produtos locais em sua produção artesanal. Uma experiência completamente diferente de tudo o que você já viveu...Vamos saber o que não pode faltar no seu roteiro?

1. Vietnã

O Vietnã é um dos países mais bonitos do Sudeste Asiático. Além da capital Hanói, a única cidade asiática com avenidas arborizadas, arquitetura colonial francesa e lagos pacífico ainda tem belíssimos templos orientais e a Baía de Halong.

 

> Templos: A riqueza do budismo

O Templo da Literatura, por exemplo, é a primeira universidade do país, fundada em 1070 e é considerada o símbolo de Hanói.  O Museu de Etnologia aprofunda nossos conhecimentos na cultura vietnamita com seu vasto acervo.

O Mausoléu de Ho Chi Minh na praça Ba Dinh é uma boa oportunidade para conhecer a arquitetura dessas obras. Construído para resguardar o corpo do líder vietnamita Hồ Chí Minh, que está preservado em um caixão de vidro no salão central do mausoléu.

 

 

> Natureza: As belezas e a vida simples rural

O Templo Ngoc Son, ou Templo da Montanha de Jade, fica localizado em uma ilha no meio do Lago Hoàn Kiếm que garante um cenário cinematográfico ao entardecer quando o lago fica iluminado pelo sol. Ainda ativo, é possível encontrar monges que praticam suas orações e sentir o aroma dos incensos.

A Baía de Halong é uma viagem pelas terras agrícolas ricas do delta do Rio Vermelho com sua paisagem de campos de arroz e búfalo. Pela Baía, navegue nos barcos de madeira, os "juncos”, pelas numerosas ilhas da Baía, como a Tartaruga, o Cachorro e o Chefe do Homem. Que tal uma experiência extra? Algumas embarcações oferecem aula de Tai Chi a bordo no terraço ao nascer do sol.

 

> Comércio: Mercados e Portos

Já ouviu falar de Hoi An? Esse importante porto comercial da Ásia nos séculos 17 e 18 abriga Phung Hung, uma antiga casa de comerciantes, a ponte coberta japonesa com mais de 400 anos, oficina de seda e o museu de história da cidade "Sa Huynh". Visita imperdível!

 

> Memória: Guerra do Vietnã

A cidade de Ho Chi Minh tem este nome em homenagem a Ho Chi Minh, um líder da resistência vietnamita durante a Guerra do Vietnã (1955 - 1975). Foi um local importante de batalhas e é esta memória seu destaque como os túneis subterrâneos usados durante a Guerra e o Palácio da Reunificação, o antigo Correio Central e o Museu da Guerra.

 

2. Camboja

Camboja tem em seus destaques as esculturas de adoração e os vilarejos à beira dos lagos.

 

> Esculturas: Arte e Espiritualidade

A cidade de Siem Reap é a mais turística do país. Por lá você não deve deixar de visitar as

estátuas que representam o movimento do oceano, a antiga capital de Angkor Thom (século XII), o templo Bayon com suas 54 torres decoradas com 200 rostos sorridentes de Avolokitesvara, os Phimeanakas, o templo de Ta Prohm, um dos mais espetaculares e intactos da região.

 

> Templos: Relíquias do Budismo

Merece atenção especial o templo de Angkor Wat, declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Com 81 hectares, o templo é representado nas cinco torres que fazem parte da bandeira do Camboja.

As torres simbolizam a paisagem: os 5 picos de Meru, as muralhas que os rodeiam, as montanhas, o vale e o oceano. Esta obra de arte do século XII é considerada entre os historiadores da arte como o primeiro exemplo da arquitetura e arte clássica do Khmer.

 

> Natureza: Vilarejos às margens do lago

O maior lago no sudeste da Ásia, o Tonle Sap Lake, é parte da vida de muitos cambojanos. No vilarejo ainda pode-se conhecer o hospital, a igreja, a escola e o mercado se aproximando da cultura local. Outro símbolo cultural do país são os artesãos de D'Angkor tem a missão de apoiar os jovens cambojanos a manter o artesanato tradicional.

 

3. Myanmar

Myanmar, também conhecida por Birmânia, foi uma colônia britânica até 1948. Se achar Myanmar dourada...saiba que é ouro mesmo! Uma atividade local é colocar folhinhas de ouro nos Budas dos templos, em telhados e colunas nos Pagodas e até na decoração e “maquiagem” das mulheres.

 

> Templos: Lazer e Política

A pagoda (pagode, em português) de Shwedagon tem algumas curiosidades. sua configuração atual é uma sobreposição de diversas construções após terremotos na região e saques das peças de ouro.  

Sua estupa dourada tem 325 pés de altura (cerca de 98 metros)! É um local de encontro dos birmaneses para meditar, orar, fazer oferendas e contemplar o silêncio. Ao mesmo tempo, tem pessoas caminhando com amigos, conversando e festejando.

Também é um local político para os birmaneses. Foi o palco do famoso discurso de Aung San Suu Kyi em 1988 na crise entre muçulmanos e budistas do país, foi cenário da revolta dos monges em 2007 e estão enterrados a última rainha da Birmânia, um ex-Secretário Geral da ONU e a mãe de Aung San Suu Kyi, Daw Khin Kyi.

 

> Natureza: Produção agrícola

Myanmar é um dos mais importantes produtores da Laca, matéria-prima para os mais diversos produtos artesanais como caixinhas para jóias, mesas com cadeiras, biombos e armários. O material inicial para se produzir a laca é uma árvore, o Thitsee, cortado em tiras muito finas.

 

> Templos: Preservação e Tradição

Os templos de Myazedi e de Myingaba Gubyaukgyi são reconhecidos pela preservação dos murais, com destaque para a representação das reencarnações de Buda conhecidas como Jataka.

Já os pagodes de Inndein nos transportam a um portal esquecido no tempo. Cercado por bosques de bambu verde em um campo coberto de antigos pagodes construídos há mais de mil anos.

 

> Natureza: Produção de Arroz

No famoso Lago Inle, entre o vale e as montanhas verdes, é produzido arroz em um amplo campo. Perto dali, a vila de tecelagem de Inpawkhon prepara sedas locais, roupas de cama e tecidos de lótus feitos artesanalmente.

 

Vamos? Um roteiro com esses três países especiais com quem entende de viagem cultural, espiritual e artística.

Saiba mais!